Citações e integridade

Usar IA na tese: o que é permitido e como declarar

Usos de IA geralmente aceites e não aceites em trabalhos académicos, os princípios por trás das regras e um exemplo de declaração de uso de IA.

Equipa OrientIA · 3 min de leitura · Atualizado a 1 de outubro de 2026

As ferramentas de inteligência artificial generativa já fazem parte do trabalho de muitos estudantes e investigadores. A questão deixou de ser "se" se usam e passou a ser como usá-las de forma ética, dentro das regras da tua instituição e sem pôr em causa a autoria do teu trabalho. Este guia resume os princípios mais comuns e como declarar o uso.

As regras variam entre universidades, faculdades e até unidades curriculares — e estão a mudar depressa. Antes de tudo, procura o regulamento ou as orientações da tua instituição sobre IA e fala com o teu orientador.

O que costuma ser aceite (com declaração)

Muitas orientações institucionais aceitam o uso de IA como apoio, desde que declarado e com o estudante a manter o controlo e a responsabilidade:

  • discutir e afinar ideias, perguntas de investigação e estrutura;
  • obter explicações sobre conceitos ou métodos;
  • rever a clareza, a gramática e o estilo de um texto teu;
  • sugerir pesquisas de literatura — que depois tens de ler e verificar;
  • apoiar tarefas técnicas (por exemplo, código para análise de dados), que validas.

O que costuma não ser aceite

  • Apresentar como teu um texto gerado por IA, sem declaração e contra as regras.
  • Usar referências, citações ou dados produzidos pela IA sem os verificar — os modelos podem inventar autores, títulos e DOIs.
  • Inventar ou manipular dados.
  • Introduzir dados pessoais ou confidenciais de participantes em ferramentas externas sem base legal e autorização.
  • Usar IA em provas ou avaliações onde está expressamente proibida.

Os princípios por trás das regras

  • Autoria e responsabilidade: és responsável por tudo o que entregas, incluindo erros introduzidos por uma ferramenta.
  • Transparência: o júri e os leitores têm o direito de saber como a IA foi usada.
  • Verificação: tudo o que a IA afirma — sobretudo fontes — tem de ser confirmado.
  • Proteção de dados: dados de participantes não devem ser partilhados sem garantias.

Como declarar o uso de IA

Uma declaração clara costuma indicar:

  1. que ferramenta usaste;
  2. para quê (tarefas concretas);
  3. em que partes do trabalho;
  4. que reviste e és responsável pelo conteúdo final.

Exemplo:

Na elaboração deste trabalho foi usada uma ferramenta de inteligência artificial generativa (indicar qual) para apoio à estruturação dos capítulos, à revisão linguística dos capítulos 2 e 4 e à sugestão de literatura. Todas as fontes foram consultadas e verificadas pelo autor, que reviu o conteúdo produzido e assume total responsabilidade pelo texto final.

Coloca a declaração onde a tua instituição indicar — muitas vezes depois dos agradecimentos ou numa secção de metodologia.

Boas práticas

  • Guarda um registo do que pediste e de como usaste as respostas.
  • Nunca copies referências sem as abrir e confirmar.
  • Usa a IA para pensar melhor, não para pensar por ti.
  • Quando tiveres dúvidas, pergunta ao orientador antes — não depois.

Ligações úteis

Como a OrientIA ajuda

A OrientIA foi desenhada para um uso transparente: o Orientador IA só cita trabalhos da tua biblioteca ou encontrados em bases científicas, e cada citação e DOI é verificado automaticamente. O texto que ele escreve numa secção fica realçado e tem sempre Desfazer, a decisão é sempre tua, e a plataforma regista o uso de IA e propõe a declaração para incluíres no trabalho.

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